quarta-feira, 25 de abril de 2012

Neutrinos criam nova comunicação sem fio



Mensagem enviada via neutrino
Em um grande passo para a comunicação verdadeiramente sem fio, cientistas descobriram como enviar uma mensagem com neutrinos, transmitindo uma única palavra através de 780 metros de rocha e traduzindo na outra extremidade. É apenas um primeiro passo, mas a mensagem sugere que, um dia, tripulações de submarinos e exercitos civis talvez possam se comunicar enviando partículas fantasmas sem carga elétrica através de qualquer obstáculo.
Quer saber qual foi a primeira mensagem? “Neutrino”.
Talvez pesquisadores da Universidade de Rochester e da Universidade do Estado da Carolina do Norte pudessem ter feito o primeiro teste com uma palavra mais interessante ou ameaçadora, mas de qualquer forma essa descoberta é bastante impressionante. Usando neutrinos, teoricamente, você poderia realizar a comunicação entre quaisquer dois pontos sem cabos ou fios, através da água, por exemplo, que é o que torna essa comunicação uma opção atraente para aplicações marítimas, ou mesmo através de todo o planeta. Minúsculos, os neutrinos não se incomodam com os obstáculos, da mesma forma que as ondas de rádio.
Como funciona
A mensagem enviada via neutrinos foi produzida no Fermilab (um laborátório especializado em física de partículas de alta energia). Foi usado um acelerador de partículasda instituição para produzir uma alta energia no feixe de neutrinos e, em seguida, usando odetector Minerva, localizado em uma caverna subterrânea, para decodificá-la. A equipe de pesquisadores traduziu a palavra “neutrino” em código binário, e disparou grandes grupos de neutrinos para garantir que o detector os captaria.
Os neutrinos são incrivelmente difíceis de detectar, então encontrá-los requer enormes redes de equipamentos. Mesmo com um detector de alta potência como o Minerva, apenas cerca de um em cada 10 bilhões de neutrinos é identificado. Após detectá-los, Minerva traduziu o sinal binário para o inglês, e a palavra “neutrino” foi recebida de forma clara na outra extremidade.
Usando um acelerador de partículas e um detector maciço para enviar uma única palavra, esse sistema de comunicação não parece ser exatamente prático, mas o fato de essa primeira etapa ter dado certo sugere que há espaço para um estudo mais aprofundado.
Os pesquisadores apresentaram o trabalho para a revista Modern Physics Letters A.
Texto: Rebecca Boyle

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