quarta-feira, 25 de abril de 2012

Planetary Resorces e a mineração de asteroides



Processo de mineração em asteroides para obter água e combustível
Causou estardalhaço o anúncio sobre uma empresa que irá promover a mineração de asteroides. Seu objetivo é “sobrepor dois setores críticos (exploração do espaço e recursos naturais) para adicionar trilhões de dólares para o PIB global”.  Ela será mantida por empresários bilionários como o diretor de cinema e explorador James Cameron e os fundadores do Google, Larry Page e Eric Schmidt.
Às 13h30 de hoje, a Planetary Resources fez o lançamento oficial para a imprensa de seus planos multimilionários de exploração espacial. Inicialmente, haverá um período de prospecção, e a primeira fase do projeto consiste no lançamento com baixo custo e alto desempenho de telescópios na órbita da Terra com o objetivo de começar a registrar os locais e as órbitas dos asteroides na vizinhança do planeta. Estes mesmos telescópios servirão como bancos de ensaio para futuros instrumentos que voarão mais perto de asteroides para estudar sua composição em mais detalhes. Essa primeira etapa deve ser concluída em dois anos, e a mineração efetiva dos asteroides deve ser iniciada em 2022.
“Postos de gasolina”
A empresa espera estabelecer uma rota definitiva para a mineração de asteroides e construir “postos de gasolina” no espaço. Ou seja, a água encontrada nos asteroides pode ser dividida entre oxigênio líquido para o espaço e hidrogênio líquido para combustível de foguetes. O combustível deve ser enviado para a órbita da Terra e reabastecer satélites e naves espaciais comerciais. Mas esses são planos futuros.
No momento, o projeto vai começar a implantar uma infraestrutura que permita viagens espaciais mais confortáveis e seguras. Depois, será uma questão de identificar o asteroide e construir uma nave espacial capaz de chegar até ele, movê-lo e fazer a mineração, desde água até componentes químicos de combustíveis e metais do grupo platina como paládio, irídio e a platina em si. Finalmente, a empresa pretende vender plataformas de observaçãona órbita ao redor da Terra para serviços de prospecção privados. Até 2020, a pretensão é criar um depósito de combustível no espaço.
Combinação certa
Esse é um empreendimento enorme, mas organismos independentes como o Instituto Keck de Estudos Espaciais dizem não ser inviável para as próximas uma ou duas décadas, dada a combinação certa de tecnologia e de apoio financeiro. Porém, os gastos desanimam alguns cientistas. Uma missão da NASA para trazer 60 g de material de um asteroide para a Terra vai custar cerca de US$ 1 bilhão. Contudo, 1 g de platina ou ouro originários dos asteroides valem £ 35, ou US$ 1 600.
Para saber mais detalhes desse projeto ambicioso, acesse o site oficial 
Fonte: Helena Ometto

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