terça-feira, 26 de junho de 2012

Bioenergias racionais


Por: Eng. Thomas R. Fendel

Um carro pequeno e moderno a óleo vegetal, do porte de um Uno – Fiat, faz brincando 30 km com apenas um litro de óleo de fritura descartado, e sua emissão de micro-partículas do motor, pode ser menor do que a proveniente do desgaste dos pneus…

Mas, essa crua realidade, desmascara e aniquila a burrice e a ladroagem dos monopólios.
A criatividade perversa do homus babacus é ilimitada.
Assim, criam mentiras e ilusões do nada. Basta observar a história antiga e atual.

E o pior é que as lorotas continuam válidas, impávidas, aumentam e se desenvolvem dia a dia.
Até hoje tem gente que acredita que a Eva foi fruto de costela, analfabetos dão aula sobre a geometria do globo, bandidos decidem os rumos da humanidade, etc.
Portanto, neste mundo abestalhado, quanto mais absurdas e mentirosas as teorias, mais adeptos e eleitores possuem.

Leis continuam sendo feitas e modificadas ao sabor da corrupção, da ignorância e da hipocrisia.
Nenhum colarinho roto é responsabilizado por seus atos nefastos.
Árvores viraram santas e o CO2 virou capeta.
Ozônio virou ambos, ao mesmo tempo, dependendo do bispo analfaclimático, que o ataque ou defenda.

A questão das emissões veiculares é algo igualmente patético, manipulado, como por exemplo no caso do etanol. No princípio do pró-álcool, seus gases de exaustão eram tidos como cancerígenos, pelos mesmos pelegos centralistas que agora atacam os óleos vegetais, sendo que hoje o etanol se tornou o mais limpo dos combustíveis em uso normatizado.

O medo se resume na descentralização das energias, e isso foi combatido com a simples e tola lei que proíbe o comércio do etanol de micro-destilaria.
Estes bandidos sujam as calças só de pensar em perder os privilégios, as negociatas e as benesses.
 
E para manter a mão absoluta na jaca, tentam criar os biocombustíveis de segunda geração, “esquecendo” que o biogás, o etanol e os óleos vegetais são frutos da própria natureza, dos processos de fermentação e da graciosa fotossíntese, e sem chance de serem substituídos por qualquer coisa que requeira mais trabalho e mais energia para ser produzido.

Felizmente, até agora, nenhum afetado mental conseguiu transformar etanol em biogasolina, obviamente mais cara e provavelmente de pior qualidade.
Infelizmente não existem mais os motores exclusivos a etanol, que seriam mais econômicos e ainda mais limpos.

Na década de 70 do século e do milênio passado, o alemão Ludwig Elsbett desenvolveu um motor a óleo vegetal, muito compacto, durável, eficiente, limpo e robusto, que as indústrias de motores até hoje relutam em copiar integralmente.

Para se ter uma idéia da durabilidade e economia deste motor, ele foi líder do rally eco-europeu por várias décadas, sendo inclusive proibido de participar oficialmente, para não humilhar os fabricantes renomados, e isso, numa velha, grande e pesada carroceria, e com perto de meio milhão de quilômetros rodados… (foto acima).

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